sexta-feira, 15 de junho de 2012

Prometeu. O mito e a mensagem


Cada cultura tem sua gênese para o Homem civilizado. Os judeus têm a tomada de consciência de Adão e Eva quando da mordida da maçã (tirada da árvore do bem e do mal). Os hindus têm nos Vedas a "explicação" para a segregação em castas da humanidade: o Homem surgiu de partes do corpo do Deus primordial, e da cabeça saíram os Brâmanes (casta social dominante, de religiosos), dos braços saíram os guerreiros (Kshatryas), das pernas os produtores/comerciantes e dos pés os servos (não-árias, ou "não-homens").

A lenda grega é bem mais interessante do ponto de vista psicológico, e por isso mesmo muito usada na psicologia. Ela começa com Zeus, o "nosso" Deus, que cuida e zela por nós, em troca de adoração. Os homens naquele tempo não eram mais do que macacos, e Zeus nos fornecia animais, o fogo, cavernas. Éramos totalmente dependentes Dele e do seu humor. Então era bom deixá-lo sempre feliz, por meio de adoração e sacrifícios.


Prometheus (ou Prometeu) era um Titã, uma raça de gigantes que convivia com os deuses. Seu nome, no idioma grego, significa "antevisão", e ele tinha a habilidade de prever o futuro. Foi Prometeu que cuidou da evolução da nossa espécie, nos ensinando a raciocinar e trabalhar; Foi o patrono das artes, da construção de casas e navios, da domesticação de animais; Prometeu nos ensinou a escrita, os números e os remédios. Essa aproximação de um Imortal emancipando seres inferiores (nós, os humanos) enciumou Zeus, que tinha os homens como seus bichinhos ignorantes de estimação.

Zeus exigia cada vez mais dos humanos. Queria para si, de oferenda, a melhor parte do boi (através da imolação, algo que também é encontrado no Velho Testamento). Os humanos tinham de se contentar com as vísceras e as partes menos nobres. Prometeu fez então um truque: dividiu as partes do boi em dois montes, e perguntou a Zeus qual dos dois ele queria que fosse destinado a oferenda dos homens. Um monte era coberto por uma bela e brilhante camada de gordura. O outro era coberto pela pele e estômago do boi. Zeus, iludido pela beleza, escolheu o primeiro monte. Acontece que Prometeus escondeu as carnes do boi embaixo da pele e dentro do estômago, deixando os ossos embaixo da vistosa gordura. Quando Zeus descobriu ficou p..., retirando o fogo dos humanos como forma de punição. Prometeu, então, roubou o fogo dos deuses, escondendo-o dentro de um gigantesco caule de funcho, e não só o devolveu à humanidade como nos ensinou a fazê-lo.

Não é muito inteligente irritar um Deus, mas Prometeu sabia que um filho gerado por Zeus em um casamento próximo o destronaria, e que somente ele sabia como impedir que isso acontecesse. Ele achava que Zeus não faria nada com ele por causa disso. Bem, ele errou.

A mando de Zeus, Prometeu foi amarrado em correntes, no alto do monte Cáucaso, durante 30 mil anos, durante os quais ele seria diariamente bicado por uma águia que lhe destruiria o fígado. Como Prometeu era imortal, seu órgão se regenerava constantemente, e o ciclo destrutivo se reiniciava a cada dia. Isto durou até que o herói Hércules o libertou, substituindo-o no cativeiro pelo centauro Quíron, igualmente imortal.

Ainda irritado com os homens, Zeus envia a pior de suas vinganças: Pandora. Mas isso é outra história.

O mito de Prometeu foi transformado peça teatral pelo poeta grego Èsquilo, no século V a.C, intitulada "Prometeu Acorrentado". É um mito brilhante e rico, pois Prometeu não "prometeu" aos humanos um mundo de delícias, o "paraíso" onde tudo nos era dado. Não. Ao contrário, o que ele ofereceu foi dignade, autonomia, sustentabilidade e trabalho. Muito trabalho. 

Se antes o fogo brotava das árvores e já cozia as carnes, enquanto o trigo crescia sozinho, agora os humanos tinham de cuidar de manter o fogo, cozer seus alimentos e lavrar os campos, pra ter o que comer. 

Prometeu ensinou as artes, a matemática, os ofícios, enfim, as bases de nossa civilização. Podemos extender a sabedoria desse mito para nossas vidas, desde a criação de nossos filhos até a condução de nosso país. 

Porque, gente...até quando dependeremos do humor de Zeus?








FONTE: Saindo da Matrix

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Novas definições do AMOR

O amor não ilumina o seu caminho. O nome disso é poste. O amor é outra coisa.


O amor não é aquilo que supera barreiras. O nome disso é gol de falta.


O amor não faz coisas que até Deus duvida. O nome disso é Lady Gaga.


O amor não traça o seu destino. O nome disso é GPS.


O amor não te dá forças para superar os obstáculos. O nome disso é tração nas quatro rodas.


O amor não mostra o que realmente existe dentro de você. O nome disso é endoscopia.


O amor não atrai os opostos. O nome disse é imã.


O amor não é aquilo que dura para sempre. Isso é a Hebe Camargo.


O amor não é aquilo que surge do nada e em pouco tempo está mandando em você. Isso é 
Dilma Rousseff.


O amor não é aquilo que te deixa sem fôlego. O nome disso é asma.


O amor não é aquilo que te faz perder o foco. O nome disso é miopia.


O amor não é aquilo que te deixa maluco, te fazendo provar várias posições na cama. Isso é insônia.


O amor não faz os feios ficarem pessoas maravilhosas. O nome disso é dinheiro.


O amor não é o que o homem faz na cama e leva a mulher à loucura. O nome disso é esquecer a toalha molhada.


O amor não é aquilo que toca as pessoas lá no fundo. O nome disso é exame de próstata.


O amor não faz a gente enlouquecer, não faz a gente dizer coisas pra depois se arrepender: o nome disso é vodka.


O amor não faz você passar horas conversando no telefone. O nome disso é promoção da TIM/OI/VIVO/CLARO...


O amor não te dá água na boca. O nome disso é bebedouro.


Amor não é aquilo que, quando chega, você reza para que nunca tenha fim. Isso é férias.


O amor não é aquilo que te alegra mas depois te decepciona Isso é pote de sorvete.


O amor não é aquilo que entra na sua vida e muda tudo de lugar. O nome disso é empregada nova.


O amor não é aquilo que te deixa bobo, rindo à toa. O nome disso é maconha.


O amor não é aquilo que gruda em você, mas quando vai embora arranca lágrimas. O nome disso é cera quente.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O que eu espero de você?


Esperar é um verbo passivo. Mas como é verbo indica ação. Esperar é verbo quieto, de poucos movimentos, ele não se movimenta por ele, mas por aquilo que o acompanha, esperar está quase sempre acompanhado, esperamos ansiosos, roendo as unhas, comendo, pensando… 

Mas a maioria das esperas são tensas, e por isso, eu espero de mim entender e aceitar que AS PESSOAS NÃO SÃO PRODUTOS QUE PODEMOS ESCOLHER OS ACESSÓRIOS QUE AS ACOMPANHEM, como fazemos com carros ou pizzas, por exemplo. 

E espero de todos vocês que tenham coragem para fazer tudo que lhes deixem felizes hoje!