Sozinhos vamos mais rápido. Juntos vamos mais longe.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Eu
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...
Sou talvez a visão que alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!
(Florbela Espanca)
terça-feira, 17 de julho de 2012
O homem que incluiu a família na maçonaria é o fundador da maior organização de jovens do Brasil
Alberto Mansur, o filho dos imigrantes libaneses Antônio
Nehmetalla Mansur e Ramza Mansur, nasceu em 7 de setembro de 1922. Seu nome foi
escolhido em homenagem ao rei Alberto I, da Bélgica, um herói da Primeira
Guerra Mundial. Conheceu um templo maçônico pela primeira vez através de seu
tio e em 1950, foi iniciado na Loja Maçônica Perfeita União, em Valença. Casado
com Célia, com quem teve os filhos Cristina e Jorge (primeiro Mestre Conselheiro
da Ordem DeMolay), galgou altos degraus até o topo do Rito Escocês Antigo e
Aceito, assumindo em 24 de novembro de 1974 o posto de Soberano Grande
Comendador do Supremo Conselho do Grau 33 – Jacarepaguá.
Foi ele que, como Grande Mestre da Ordem DeMolay, fez com que a instituição crescesse no país como em nenhum outro lugar do mundo. Sua inegável competência, influência e prestígio garantiram a fundação do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil em 1985. Muitos tentaram diminuir seu trabalho, ou mesmo ignorá-lo. Mas é certo que ninguém pode rejeitar a verdade que, através de sua visão e inspiração, que a família maçônica se integrou e milhares de jovens passaram a vivenciar as 7 Virtudes Cardeais: Amor Filial, Reverência pelas Coisas Sagradas, Cortesia, Companheirismo, Fidelidade, Pureza e Patriotismo.
Mansur teve expressiva contribuição como dirigente maior do Rito
Escocês, entretanto, sua grande marca está no passo decisivo que deu rumo ao
que sempre chamou de “congraçamento da família maçônica”: foi o responsável por
trazer para o Brasil a Ordem DeMolay, as Filhas de Jó e a Ordem Estrela do
Oriente.
Foi ele que, como Grande Mestre da Ordem DeMolay, fez com que a instituição crescesse no país como em nenhum outro lugar do mundo. Sua inegável competência, influência e prestígio garantiram a fundação do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil em 1985. Muitos tentaram diminuir seu trabalho, ou mesmo ignorá-lo. Mas é certo que ninguém pode rejeitar a verdade que, através de sua visão e inspiração, que a família maçônica se integrou e milhares de jovens passaram a vivenciar as 7 Virtudes Cardeais: Amor Filial, Reverência pelas Coisas Sagradas, Cortesia, Companheirismo, Fidelidade, Pureza e Patriotismo.
Sendo assim, sua
mensagem de legitimidade e amor, além de sua
visão de vanguarda devem continuar sendo uma inspiração, sobretudo para os
milhares de jovens que se desenvolveram nos templos que ele por tantos anos
comandou.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Amar no mundo contemporâneo
Alain Badiou sobre o significado de amar no mundo contemporâneo:
"O amor é um gesto muito forte porque significa que é necessário aceitar que a existência de outra pessoa se converta em nossa preocupação.
Minha ideia sobre a reinvenção do amor quer dizer o seguinte: uma vez que o amor se refere a essa parte da humanidade que não está entregue à competição, à selvageria; uma vez que, em sua intimidade mais poderosa, o amor exige um tipo de confiança absoluta no outro; uma vez que vamos aceitar que esse outro esteja totalmente presente em nossa própria vida, que nossa vida esteja ligada de maneira interna a esse outro, pois bem, já que tudo isto é possível, isto nos prova que não é verdade que a competitividade, o ódio, a violência, a rivalidade e a separação sejam a lei do mundo.
O amor está ameaçado pela sociedade contemporânea. Essa sociedade bem que gostaria de substituir o amor por um tipo de regime comercial de pura satisfação sexual, erótica, etc. Então, o amor deve ser reinventado para defendê-lo. O amor deve reafirmar seu valor de ruptura, seu valor de quase loucura, seu valor revolucionário como nunca o fez antes.
Não se deve deixar que o amor seja domesticado pela sociedade atual - que sempre busca domesticá-lo-. Em outros tempos, as sociedades clericais e tradicionais buscaram domesticá-lo pelo matrimônio e a família.
Hoje se busca domesticar o amor com uma mescla de pornografia livre e de contrato financeiro. Mas devemos preservar a potência subversiva do amor e afastá-lo dessas ameaças. E isso é extensivo a outras coisas: a arte também deve afastar-se da potência do mercado, a ciência igualmente.
Ali onde há um pensamento humano ativo e desinteressado há um combate para libertá-lo dos interesses."
"O amor é um gesto muito forte porque significa que é necessário aceitar que a existência de outra pessoa se converta em nossa preocupação.
Minha ideia sobre a reinvenção do amor quer dizer o seguinte: uma vez que o amor se refere a essa parte da humanidade que não está entregue à competição, à selvageria; uma vez que, em sua intimidade mais poderosa, o amor exige um tipo de confiança absoluta no outro; uma vez que vamos aceitar que esse outro esteja totalmente presente em nossa própria vida, que nossa vida esteja ligada de maneira interna a esse outro, pois bem, já que tudo isto é possível, isto nos prova que não é verdade que a competitividade, o ódio, a violência, a rivalidade e a separação sejam a lei do mundo.
O amor está ameaçado pela sociedade contemporânea. Essa sociedade bem que gostaria de substituir o amor por um tipo de regime comercial de pura satisfação sexual, erótica, etc. Então, o amor deve ser reinventado para defendê-lo. O amor deve reafirmar seu valor de ruptura, seu valor de quase loucura, seu valor revolucionário como nunca o fez antes.
Não se deve deixar que o amor seja domesticado pela sociedade atual - que sempre busca domesticá-lo-. Em outros tempos, as sociedades clericais e tradicionais buscaram domesticá-lo pelo matrimônio e a família.
Hoje se busca domesticar o amor com uma mescla de pornografia livre e de contrato financeiro. Mas devemos preservar a potência subversiva do amor e afastá-lo dessas ameaças. E isso é extensivo a outras coisas: a arte também deve afastar-se da potência do mercado, a ciência igualmente.
Ali onde há um pensamento humano ativo e desinteressado há um combate para libertá-lo dos interesses."
segunda-feira, 25 de junho de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Prometeu. O mito e a mensagem
Cada cultura tem sua gênese para o Homem civilizado. Os judeus têm a tomada de consciência de Adão e Eva quando da mordida da maçã (tirada da árvore do bem e do mal). Os hindus têm nos Vedas a "explicação" para a segregação em castas da humanidade: o Homem surgiu de partes do corpo do Deus primordial, e da cabeça saíram os Brâmanes (casta social dominante, de religiosos), dos braços saíram os guerreiros (Kshatryas), das pernas os produtores/comerciantes e dos pés os servos (não-árias, ou "não-homens").
A lenda grega é bem mais interessante do ponto de vista psicológico, e por isso mesmo muito usada na psicologia. Ela começa com Zeus, o "nosso" Deus, que cuida e zela por nós, em troca de adoração. Os homens naquele tempo não eram mais do que macacos, e Zeus nos fornecia animais, o fogo, cavernas. Éramos totalmente dependentes Dele e do seu humor. Então era bom deixá-lo sempre feliz, por meio de adoração e sacrifícios.
Prometheus (ou Prometeu) era um Titã, uma raça de gigantes que convivia com os deuses. Seu nome, no idioma grego, significa "antevisão", e ele tinha a habilidade de prever o futuro. Foi Prometeu que cuidou da evolução da nossa espécie, nos ensinando a raciocinar e trabalhar; Foi o patrono das artes, da construção de casas e navios, da domesticação de animais; Prometeu nos ensinou a escrita, os números e os remédios. Essa aproximação de um Imortal emancipando seres inferiores (nós, os humanos) enciumou Zeus, que tinha os homens como seus bichinhos ignorantes de estimação.
Zeus exigia cada vez mais dos humanos. Queria para si, de oferenda, a melhor parte do boi (através da imolação, algo que também é encontrado no Velho Testamento). Os humanos tinham de se contentar com as vísceras e as partes menos nobres. Prometeu fez então um truque: dividiu as partes do boi em dois montes, e perguntou a Zeus qual dos dois ele queria que fosse destinado a oferenda dos homens. Um monte era coberto por uma bela e brilhante camada de gordura. O outro era coberto pela pele e estômago do boi. Zeus, iludido pela beleza, escolheu o primeiro monte. Acontece que Prometeus escondeu as carnes do boi embaixo da pele e dentro do estômago, deixando os ossos embaixo da vistosa gordura. Quando Zeus descobriu ficou p..., retirando o fogo dos humanos como forma de punição. Prometeu, então, roubou o fogo dos deuses, escondendo-o dentro de um gigantesco caule de funcho, e não só o devolveu à humanidade como nos ensinou a fazê-lo.
Não é muito inteligente irritar um Deus, mas Prometeu sabia que um filho gerado por Zeus em um casamento próximo o destronaria, e que somente ele sabia como impedir que isso acontecesse. Ele achava que Zeus não faria nada com ele por causa disso. Bem, ele errou.
A mando de Zeus, Prometeu foi amarrado em correntes, no alto do monte Cáucaso, durante 30 mil anos, durante os quais ele seria diariamente bicado por uma águia que lhe destruiria o fígado. Como Prometeu era imortal, seu órgão se regenerava constantemente, e o ciclo destrutivo se reiniciava a cada dia. Isto durou até que o herói Hércules o libertou, substituindo-o no cativeiro pelo centauro Quíron, igualmente imortal.
Ainda irritado com os homens, Zeus envia a pior de suas vinganças: Pandora. Mas isso é outra história.
O mito de Prometeu foi transformado peça teatral pelo poeta grego Èsquilo, no século V a.C, intitulada "Prometeu Acorrentado". É um mito brilhante e rico, pois Prometeu não "prometeu" aos humanos um mundo de delícias, o "paraíso" onde tudo nos era dado. Não. Ao contrário, o que ele ofereceu foi dignade, autonomia, sustentabilidade e trabalho. Muito trabalho.
Se antes o fogo brotava das árvores e já cozia as carnes, enquanto o trigo crescia sozinho, agora os humanos tinham de cuidar de manter o fogo, cozer seus alimentos e lavrar os campos, pra ter o que comer.
Prometeu ensinou as artes, a matemática, os ofícios, enfim, as bases de nossa civilização. Podemos extender a sabedoria desse mito para nossas vidas, desde a criação de nossos filhos até a condução de nosso país.
Porque, gente...até quando dependeremos do humor de Zeus?
FONTE: Saindo da Matrix
segunda-feira, 11 de junho de 2012
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